Hall of Fame
Lucas
Mascardi
Vencedor Global do Alltech Young Scientist 2007
Universidade: Universidad de Buenos Aires, Argentina
Trabalho: Efeitos da utilização de Optigen como fonte de proteína na alimentação de bezerros.
Resumo:
O objetivo do experimento foi avaliar os efeitos da substituição de uma fonte de proteína verdadeira (farelo de girassol peletizado) por uma fonte de nitrogênio não protéico protegida (Optigen) em dietas para bezerros. Foram utilizados 40 animais da raça Aberdeen Angus, com peso inicial de 210 ± 9,6 kg e aproximadamente 10 meses de idade divididos em um delineamento inteiramente casualizado, com 2 tratamentos e 2 repetições (10 animais/repetição). Os tratamentos foram: T1 – farelo de girassol como fonte de proteína (MS: 70,5% grãos de milho, 26% girassol peletizado, 2% farelo de trigo e 1,5% de premix vitamínico-mineral com monensina); e T2 ¬ Optigen como fonte de proteína (70,5% grãos de milho, 26,6% farelo de trigo peletizado, 1,35% Optigen e 1,5% de premix vitamínico-mineral com monensina). O período experimental teve duração de 95 dias, sendo os 7 primeiros dias utilizados para adaptação dos animais. Os animais foram pesados individualmente no início e no final no experimento, sempre pela manhã. Os dados foram submetidos à ANOVA e as médias comparadas pelo teste de Tukey (P<0,05). Não foram observadas diferenças entre os tratamentos sobre o ganho de peso final (308,5 vs. 309,3 kg para T1 e T2, respectivamente, EPM= 2,01; P= 0,78), ganho de peso (1,16 vs. 1,17 kg/d; EPM= 0,023; P= 0,81), conversão alimentar (7,64 vs. 7,59 para T1 e T2, respectivamente) e rendimento de carcaça (56,6 vs. 56,4%; EPM= 0,39; P= 0,76). As fezes dos animais alimentados com Optigen apresentaram concentrações numericamente menores de amido (5,71 vs. 3,81%; EPM= 1,46; P= 0,24) e teores semelhantes de proteína e matéria seca (17,9 vs. 18,9%; EPM= 0,93; P= 0,34 e 14,2 vs. 15,0%; EPM= 0,65; P= 0,41 para T1 e T2, e MS e proteína, respectivamente). Nas condições em que o estudo foi conduzido, foi possível concluir que Optigen substituiu satisfatoriamente a fonte de proteína verdadeira na dieta.
Matthew Scobie
Vencedor Global do Alltech Young Scientist 2006
Universidade: University of Saskatchewan, Saskatoon, Canadá
Trabalho: Utilização de atrativos alimentares e melhoradores de palatabilidade em dietas para peixes e outras espécies aquáticas
Resumo:
A indústria da aqüicultura tem sido o setor de maior crescimento na agropecuária nos últimos trinta anos (FAO 2002). Ao longo desse período, o farelo de peixe tem sido utilizado como fonte de proteína de alta qualidade, no entanto este é um recurso limitado no cenário mundial. Para que essa indústria continue crescendo, será necessário reduzir a inclusão de proteínas de origem vegetal nas dietas, à medida que esses ingredientes se tornam mais escassos. Quando essas matérias primas de origem vegetal são incorporadas na dieta, muitas vezes o crescimento dos peixes é prejudicado, devido à baixa estimulação dos receptores olfativos e gustativos. A falta de estimulação desses receptores significa que os peixes apresentam dificuldade para encontrar o alimento através do olfato e a palatabilidade da ração também pode ser menor. Para contrabalançar essa falta de estímulo, a inclusão de aditivos como betaína, solúveis finos de destilaria e, mais recentemente, concentrado de proteína de canola solúvel, tem promovido um aumento no consumo de ração e no crescimento de peixes de criatórios, quando estes são alimentados com ração contendo baixas taxas de inclusão de farelo de peixe (Kosdella et al., 1993, Thiessen et al. 2000, Scobie 2005).

